quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O que a 'nova Terra' tem de especial?

O planeta Proxima b, recém descoberto, tem tudo para ser uma versão plus do nosso: temperaturas que beiram os 30°C, água líquida, 30% maior... E o melhor: fica aqui do lado
nova terra
Impressão artística do planeta Proxima b, a 4,2 anos-luz da Terra


Na última quarta (24), uma notícia deixou de orelhas em pé tanto os amantes da ficção científica quanto os da ciência da vida real: astrônomos do European Southern Observatory, um dos maiores observatórios do mundo, anunciaram a descoberta de um planeta que pode ter muitas das condições necessárias aos surgimento e à evolução da vida. Batizado de Proxima b, ele orbita uma anã vermelha chamada Proxima Centauri - e já foi carinhosamente apelidado de nova Terra. Entenda por quê, e veja o que ele tem de bacana:
1. Ele está na distância perfeita de sua estrela
O Proxima b está a 7,5 milhões de km de sua estrela-mãe, a Proxima Centauri. Isso é bem perto: é 5% da distância da Terra ao Sol. Mercúrio mesmo fica bem mais longe: a 57 milhões de km. 
Toda essa proximidade pode parecer ruim, mas está tranquilo, está favorável, para o planeta recém-descoberto: sua estrela é bem mais fria e muito menor do que o Sol - tem menos de 15% do diâmetro dele (pouco maior que Júpiter). Isso compensa a proximidade. Isso significa que, no Proxima b, pode haver água líquida, o ingrediente básico para a vida. 

2. A estrela dele vai viver muito mais do que o Sol
A Proxima Centauri é uma anã vermelha que pertence à constelação do Centauro, e que provavelmente tem a mesma idade que o Sol. Mas as análises dos astrônomos mostram que a Proxima vai continuar brilhando - e "alimentando" Proxima b - por alguns bilhões de anos depois de o nosso sol morrer, o que vai acontecer daqui a 7 bilhões de anos. Ou seja: contando que o planeta seja mesmo habitável e que, um dia, seja alcançavel pelas nossas naves, poderemos nos mudarmos para lá para passar mais alguns bilhões com um sol para chamar de nosso. 
3. O céu no planeta, provavelmente, é vermelho
Se você chegasse em Proxima b, em vez do familiar céu azul aqui da Terra, você veria uma imensidão vermelha, como um por do sol eterno. Isso porque a luz da estrela é avermelhada.

4. Ele está MUITO perto da gente
Daqui até Proxima b, é um pulinho (pelo menos, em termos astronômicos): só 4,2 anos-luz (37 trilhões de km). Pode parecer bastante, mas os outros planetas semelhantes à Terra que nós já encontramos ficam bem mais longe: o Kapteyn b, na constelação de Pictor, está a quase 13 anos-luz de distância; o Wolf 1061 c, na constelação do Serpentário, fica a 14 anos-luz; e o GJ 667 C c, na constelação de Escorpião, a 22 anos-luz. De fato, a Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do sistema solar - daí o nome da estrela, e o do planeta, que ganhou o  nome da estrela adicionado da letra "b" - o "a" seria a própria anã-vermelha.

3. Ele é uma Terra com esteroides
A massa do Proxima b é só 30% maior que a nossa. A principio, isso nao faz sentido. Os modelos científicos mais avançados de formação de corpos celestes mostram que as estrelas pequenas, como o Proxima Centauri, só conseguem comportar planetas minúsculos: bem menores que o nosso. Os astrônomos ainda não sabem o que possibilitou o crescimento do Proxima b, mas têm algumas hipóteses: a primeira defende que o planeta, depois de pronto, acabou "empurrado" por algum agente externo para perto da estrela; a segunda é que embriões planetários (pequenos planetas em formação) ou pequenas rochas, que já estavam próximos da estrela, acabaram se fundindo e criando o Proxima b. 

4. Pode existir vida por lá
O palneta está na chamada zona habitável da órbita da estrela - perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela - que, no caso do Proxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra. 

5. Ele não tem dia e noite
Saber a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Proxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro - não há rotação, só translação. Isso significa que Proxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena - que pode variar entre 0°C a 30°C -, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. Outra coisa interessante sobre a falta de rotação: se o planeta tiver água líquida, ela provavelmente vai estar no hemisfério que encara a estrela, ou então em um cinturão tropical.
Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/o-que-a-nova-terra-tem-de-especial

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sonda Juno faz primeiro voo rasante em Júpiter




Há quase dois meses na órbita do planeta gasoso, sonda da Nasa realiza sua aproximação máxima e chega a apenas 4.200 quilômetros da superfície de Júpiter. Cientistas esperam imagens em alta resolução nos próximos dias.
A sonda Juno, que está na órbita de Júpiter há quase dois meses, fez história neste sábado (27/08) ao realizar seu primeiro sobrevoo orbital. Segundo a Agência Espacial Americana (Nasa), a sonda esteve a apenas 4.200 quilômetros do planeta - a maior aproximação já registrada na história.

Rick Nybakken, gerente de projeto da sonda, afirmou que "tudo ocorreu como planejado", mas que levará alguns dias para que os dados e imagens enviados pela Juno sejam processados.
Scott Bolton, chefe da equipe na Nasa, informou que a sonda está enviando "dados iniciais intrigantes". Uma série de fotos deve ser divulgada pela agência espacial nas próximas semanas.
"Estamos numa órbita que ninguém nunca esteve antes, e essas imagens nos darão uma nova perspectiva sobre este mundo de gás gigante", acrescentou Bolton.
Ainda está previsto que a sonda espacial realize outros 35 voos rasantes em Júpiter até o fim de sua missão, em fevereiro de 2018, mas nenhum deve ser tão próximo como o deste sábado.
A nave foi capturada pela gravidade do planeta no último dia 4 de julho, após viajar cinco anos e 870 milhões de quilômetros. Ela deixou a Terra em 5 de agosto de 2011, de Cape Canaveral, na Flórida.
Para a Nasa, a Juno é um passo importante para estudar a atmosfera de Júpiter, suas particularidades e magnetismo, além de abrir a possibilidade de desvendar o mistério das origens do sistema solar.


Fonte:https://noticias.terra.com.br/sonda-juno-faz-primeiro-voo-rasante-em-jupiter,c693184b3d36d3e9e56e68a0021e90cbzhmu655x.html

sábado, 27 de agosto de 2016

Corpo celeste batizado de "Niku" é estudado pos astrônomos; cientistas acreditam que objeto estaria girando em torno de planeta não descoberto






Objeto foi batizado de




Nasa


Objeto foi batizado de "Niku" que, em chinês, significa "rebelde", porque corpo segue direção contrária da maioria.
 Niku significa "rebelde" em chinês. E, agora, é também o nome de mais um mistério a ser desvendado por astrônomos. Astronômos descobriram um corpo celeste localizado no sistema solar exterior depois de Netuno que se movimenta em uma órbita atípica, numa direção.

Segundo a revista New Scientist, o brilho do objeto é 160 mil vezes mais fraco que o de Netuno, o que significa que ele pode ter menos de 200 km de diâmetro. Mas o grande mistério é de sua órbita, na direção contrária da grande maioria dos objetos do sistema solar – inclusive da Terra. Além disso, orbita um plano que tem uma inclinação de 110º graus em relação ao sistema solar. Por isso, ganhou o nome de "Niku", rebelde.


"Espero que todo mundo tenha apertado os cintos de segurança, porque o sistema solar externo acaba de ficar muito mais estranho", tuitou a astrônoma Michele Bannister, da Queens University, em Londres.

De acordo com cientistas, sistemas planetários costumam ser planos, já que a nuvens de gás formadoras de estrelas criam um disco achatado de poeira e gás ao seu redor. As forças atuam para que todas as partículas ali girem na mesma direção.

Por isso, para qualquer coisa girar em outra direção ou ter uma inclinação diferente, ela tem que ter sido atingida por um outro objeto. Mas os cientistas ainda não sabem o que pode ter causado o fenômeno nesse caso.

"Sempre que há algo que não conseguimos explicar no sistema solar exterior, é muito interessante porque, de certa forma, está antecipando uma nova descoberta", disse à New Scientist Konstantin Batygin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.


Uma hipótese que chegou a ser cogitada é a de que o objeto esteja sendo atraído pela mesma força gravitacional que age sobre um grupo de corpos celestes alinhados de forma pouco usual no Cinturão de Kuiper – área no limite extremo do sistema solar após Netuno. Esse grupo seria atraído por um planeta gigante que orbita o sol uma vez a cada 10 mil a 20 mil anos, o hipotético "Planeta Nove".

Mas Niku está perto demais do centro do sistema solar para fazer parte deste grupo. Também cogitou-se que poderia haver por ali um planeta anão, como Plutão, que ocasionasse esse efeito. Mas, até agora, nada foi descoberto.




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Filmes




PERDIDO EM MARTE

Resultado de imagem para perdido em marte

Resultado de imagem para perdido em marte

SINOPSE E DETALHES

Não recomendado para menores de 12 anos
O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.
Link para Assistir o Filme:https://www.youtube.com/watch?v=GGH_P1u2Jik

PROBLEMAS DE VISÃO DEVIDO À DIABETE CRESCEM NO MUNDO, DIZ ESTUDO.

Altas taxas de açúcar no sangue prejudicam saúde ocular. Cegueira relacionada à diabetes aumentou em 27% em 20 anos.
26/08/2016 05h00 - Atualizado em 26/08/2016 07h21
Do G1, em São Paulo
Estudo aponta que problemas de visão relacionados à diabetes estão aumentando no mundo (Foto: CDC/ Amanda Mills)Estudo aponta que problemas de visão relacionados à diabetes estão aumentando no mundo (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Em um período de 20 anos, entre 1990 e 2010, a proporção de casos de problemas de visão relacionados à diabetes tem crescido no mundo todo. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Nova Southwestern, nos Estados Unidos, e da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido publicado esta semana na revista médica "Diabetes Care".
Em 2010, 1 em cada 39 cegos tinha o problema devido à retinopatia diabética, o que representa um aumento de 27% desde 1990. Neste período, também aumentou em 64% a proporção de pessoas com deficiência visual moderada ou grave devido à retinopatia diabética: em 2010, 1 em cada 52 pessoas com esse problema tinha diabetes. 
A retinopatia diabética, provocada por taxas altas de açúcar no sangue resultantes da diabetes, se caracteriza por danos nos vasos sanguíneos da parte de trás do olho, o que leva a problemas de visão.
"Infelizmente, a retinopatia diabética geralmente não têm nenhum sintoma nos estágios iniciais", diz Janet Leasher, uma das autoras da pesquisa e professora da Universidade Nova Southwestern. "Pessoas diagnosticadas com diabetes devem ter um exame com dilatação dos olhos pelo menos todo ano e ser orientadas por seu oftalmologista. Pacientes devem trabalhar de perto com seus médicos para determinar os melhores métodos para controlar o nível de açúcar do sangue."

quinta-feira, 7 de julho de 2016

SONDA ESPACIAL ENTRA NA ÓRBITA DE JÚPITER. O QUE ACONTECERÁ AGORA?

Sonda Juno chega a Júpiter 

Veja a importância dessa conquista científica


Concepção artística da sonda Juno passando por Jupiter (Foto: Jupiter NASA/JPL-Caltech)
Concepção artística da sonda Juno passando por Jupiter (Foto: Jupiter NASA/JPL-Caltech)
Esta é a primeira vez que Júpiter será visto abaixo da cobertura densa de nuvens. Por isso o nome Juno, uma homenagem à deusa romana que era esposa de Júpiter.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros - quase 18 mil voltas na Terra - até o planeta.  Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.
Juno vai passar os próximos 20 meses na órbita de Júpiter, para recolher dados sobre o clima misterioso do planeta e sua composição.
O campo magnético do planeta é 20 mil vezes mais forte que o da Terra. Por isso, o grande perigo para visitar Júpiter com uma nave espacial. Outra questão é o fato de que a Juno não foi projetada para operar dentro de uma atmosfera e passará por um período de “queimação” enquanto estiver orbitando.


Segundo a Nasa, o principal objetivo da missão é entender a origem e a evolução do planeta. Conhecer o que há abaixo da densa cobertura de nuvens. Com um conjunto de instrumentos, a sonda vai investigar a quantidade de água e amoníaco na atmosfera profunda. Recentemente, já foi possível avistar a aurora boreal do planeta.

Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/07/sonda-juno-e-objeto-mais-rapido-criado-pelo-homem-diz-guinness.html>  Acesso em 07/07/2016